quinta-feira, 9 de abril de 2015

Construindo Comunidades Resilientes

Entendendo a Segurança Contra Incêndio em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde - Parte 2/5


Daremos continuidade ao nosso segundo post, caso não tenham visto o primeiro, volte lá e depois retorne para cá. Nesse post iremos falar um pouco acerca da conceituação da Fogo.

Fogo é a oxidação rápida, autossustentada por meio de uma reação exotérmica de uma substância combustível com um oxidante, acompanhada de emissão de intensidade variada de calor, luz e fumaça (Coté et al, 2002). 

Para que o fogo exista, é necessária a presença simultânea de Quatro Elementos, São Eles: 

* Combustível, Comburente (normalmente o oxigênio), Calor e Reação em Cadeia. 

Para efeito didático, normalmente esses elementos são comumente representados na forma de um tetraedro.

Assim, define-se incêndio como sendo o fogo disseminando-se de forma descontrolada no tempo e no espaço (ISO 8421-1), causando danos e prejuízos à vida, ao patrimônio e ao meio ambiente. 

Objetivando uniformizar a linguagem e as soluções de combate ao fogo (principalmente no que tange à utilização de extintores portáteis), dividem-se os incêndios em função do material em combustão nas seguintes “classes” (letras) e símbolos padronizados: 

- CLASSE A: Fogo em materiais combustíveis sólidos comuns:

* Madeira, Papel, Tecido e Outros Materiais Fibrosos, Lixo, Borracha, Plásticos Termoestá- veis, Fibras Orgânicas e outros) que queimam em superfície e profundidade, deixando resíduos.

- CLASSE B: Fogo em líquidos ou gases inflamáveis ou combustíveis, ou ainda em sólidos que se liquefazem para entrar em combustão:

* GLP, Gasolina, Óleos Combustíveis, Tintas, Parafina e Outros) que queimam somente em superfície. 

- CLASSE C: Fogo envolvendo equipamentos elétricos energizados:

 * Painéis Elétricos, Motores, Cabos, Equipamentos Elétricos e Outros).

- CLASSE D: Fogo em metais ou ligas metálicas combustíveis:

* Materiais Pirofóricos como, Magnésio, Fósforo, Titânio, Alumínio, Lítio, Sódio, Potássio, Zinco, Urânio, etc.). 

- CLASSE K: Fogo em óleos ou gorduras vegetais ou animais, utilizados na cocção.

Não existem incêndios iguais, pois as características de cada incêndio são determinadas por diversos fatores, dentre os quais, destacam-se (Seito et al., 2008): 

a) Forma geométrica e dimensões da área atingida. 

b) Superfície específica dos materiais combustíveis envolvidos. 

c) Distribuição dos materiais combustíveis no ambiente. 

d) Quantidade de material combustível incorporado ou temporário. 

e) Características de queima dos materiais envolvidos. 

f) Local do início do incêndio no ambiente. 

g) Condições ambientais (temperatura, pressão e umidade relativa).

h) Ventilação do ambiente atingido e localização das penetrações desse ambiente. 

i) Aberturas desprotegidas entre ambientes adjacentes. 

j) Projeto arquitetônico do ambiente e de seu entorno. 

k) Medidas de prevenção contra incêndios existentes.

Num primeiro estágio do incêndio, verifica-se uma fase de latência (pré-ignição), ou seja, a combustão muito lenta, com pouca produção de calor e baixa emissão de gases combustíveis e fumaça. 

Esse primeiro estágio, em casos muito particulares, pode durar até horas. Ainda nessa etapa, verifica-se a efetiva deflagração de chama aberta (ou ignição). Destaca-se que nesse estágio, a movimentação da fumaça ainda é muito pequena e deve-se exclusivamente ao fluxo de ar ambiente, resultando em grande dificuldade de percepção.

Já no segundo estágio, verifica-se o crescimento do incêndio com a propagação do fogo para objetos adjacentes ou ainda para a cobertura ou teto do ambiente. Percebe-se o aumento significativo da temperatura, com grande geração de fumaça e calor.

A transmissão de calor (ou energia) durante o incêndio se dá por condução, convecção e radiação e assim influencia a manutenção, o crescimento, a velocidade do fogo (tempo de queima) e a propagação do próprio incêndio. 

Quando a temperatura dos gases quentes junto ao teto do ambiente de origem atinge valores superiores a 600°C, todo o ambiente é tomado por gases e vapores combustíveis desenvolvidos a partir da pirólise dos combustíveis sólidos ou ainda pela vaporização dos líquidos combustíveis até atingir a inflamação generalizada (ou flashover) quando esse ambiente é inteiramente tomado por grandes labaredas. 

Em um ambiente com oxigênio em abundância, a inflamação generalizada ocorre em um tempo máximo de 20 minutos após o início do incêndio (Marti’n e Peris, 1982).

Após a inflamação generalizada tem-se o incêndio desenvolvido, ou terceiro estágio, quando todos os materiais combustíveis do ambiente entrarão em combustão (Seito et al., 2008) e provavelmente haverá propagação por meio das aberturas internas, fachadas e cobertura. 

A razão de desenvolvimento do calor numa situação de incêndio é diretamente proporcional ao consumo de massa de combustível e do seu efetivo poder calorífico e, assim nessa fase o incêndio pode atingir valores de temperatura acima de 1.100°C (Seito et al., 2008), sendo fundamentalmente limitado pela carga incêndio (quantidade, características dos materiais e disposição desses no ambiente) e pela ventilação (quantidade de comburente disponível no ambiente e aberturas para propiciar a queima dos materiais). 

Assim, têm-se dois “padrões” distintos de evolução dos incêndios, ou seja, os incêndios com desenvolvimento controlado por sua ventilação e os incêndios com desenvolvimento controlado por sua carga incêndio, cada qual com suas características próprias e diferentes riscos. 

Na terceiro estágio, a reação ao fogo dos elementos construtivos e de acabamento é fundamental, definindo a velocidade de alastramento do incêndio e determinando as oportunidades de salvamento de pessoas e bens. 

Em seguida vem o quarto e último estágio do incêndio, ou extinção do fogo, quando esse diminui de intensidade em razão da redução da disponibilidade de material combustível para queima.

É evidente que quanto mais rápida a intervenção para controlar e extinguir o incêndio, maior a probabilidade de sucesso da ação, ao mesmo tempo em que menores serão os recursos necessários para o combate às chamas e os prejuízos advindos do incidente. A extinção do incêndio se dá através de uma ação para romper o tetraedro do fogo. 

Eliminando-se qualquer um dos quatro elementos essenciais para a manutenção do fogo, interrompe-se o processo de combustão e, consequentemente, o incêndio. Assim, pode-se eliminar, afastar ou bloquear o combustível (isolamento), embora isso nem sempre seja possível. 

Pode-se reduzir, eliminar ou afastar o comburente (oxigênio), por abafamento ou pela sua substituição por outro gás não comburente (inerte). Pode-se eliminar o calor através do resfriamento no ponto em que ocorre a queima ou combustão ou, ainda, pode-se interromper a reação em cadeia. 

A fumaça desenvolvida no incêndio minimiza o entendimento da sinalização de segurança, provoca lacrimejamento, tosse, sufocação, debilitando a movimentação das pessoas e gerando pânico, dificultando muito o acesso às rotas de fuga. 

A fumaça é a concentração visível de partículas sólidas e/ou líquidas em suspensão gasosa, resultante da combustão ou pirólise (ISO/GUIDE 52/TAG5, 1990). 

A composição química da fumaça é altamente complexa, assim como o mecanismo de formação (Seito et al., 2008), sendo a principal responsável no agravamento das dificuldades do abandono organizado das edificações.

Portanto, verifica-se ser fundamental conhecer o comportamento dos materiais construtivos, dos materiais de revestimento e dos acabamentos quanto a sua reação ao fogo. 

Dentre as diversas características apresentadas pelos materiais frente ao fogo, considera-se:

* Velocidade de propagação superficial da chama, a densidade óptica específica (obscurecimento da luz no ambiente) além da toxicidade em si, pois têm um papel determinante na eficácia das medidas de segurança contra incêndio de uma edificação. 

Os efeitos negativos da fumaça são contundentes já que tanto a evasão dos usuários dessa quanto os trabalhos de salvamento, resgate e combate pelo corpo de bombeiros ou pela brigada ficam severamente prejudicados pela falta de visibilidade (Mitidieri, 2008). 

A propagação de fumaça em uma edificação é muito rápida por ser carregada pelos gases quentes (Mitidieri, 2008), portanto, torna-se necessário implementar medidas efetivas para conter e controlar seu alastramento vertical e/ou horizontal com eficiência e rapidez, através de recursos de compartimentação. Já a ação química da fumaça sobre o organismo humano é ainda mais intensa em razão da presença de gases tóxicos. 

Os efeitos irritantes da fumaça causam sérias lesões, afetando mucosas, brônquios e particularmente os olhos (Mitidieri, 2008). 

As condições críticas durante um incêndio em uma edificação ocorrem quando a temperatura excede 75°C e/ou o nível de oxigênio (normalmente em torno de 21% no ar) cai abaixo de 10% ou ainda quando as concentrações de monóxido de carbono (CO) ultrapassam 5.000 ppm (The Fire Service College, 1995). 

Tais condições adversas induzem sentimentos de insegurança que podem vir a gerar descontrole e pânico (Araujo, 2008).

Do total de vítimas fatais em um incêndio, cerca de 51% vêm a falecer em razão da inalação de fumaça, 23% falecem em decorrência de inalação de fumaça e queimaduras, perfazendo assim 74% das fatalidades de um incêndio em decorrência da fumaça, enquanto cerca de 24% vêm a óbito exclusivamente em razão de queimaduras e 2% por outros motivos (John R. Hall, 2011). 

Os meios de escape devem ser constituídos por rotas seguras que proporcionem aos ocupantes escapar em caso de incêndio de qualquer ponto da edificação para um lugar seguro fora de edificação, sem assistência exterior (The Fire Service College, 1995). 

Edificação segura contra incêndio é aquela adequadamente projetada, executada e mantida a fim de minimizar a probabilidade do início de um incêndio, mas na eventualidade da ocorrência de um incêndio, há alta probabilidade de que todos os ocupantes sobrevivam sem sofrer qualquer ferimento e no qual os danos à propriedade serão confinados às vizinhanças imediatas do local de origem do fogo. (Adaptado de Harmathy, 1984, apud Berto, 1991). 

A melhoria das condições de segurança contra incêndio é obtida através de medidas de prevenção e de medidas de proteção: 

Medidas de prevenção de incêndios são aquelas destinadas a minimizar os riscos de ocorrência de incêndios e compreendem, dentre outras: 

* Redução das fontes de ignição, arranjos e construções físicas normalizadas, conscientiza- ção e manutenção preventiva e corretiva dos sistemas, bem como a preparação para correta atuação caso ocorram, através de Treinamento, Reciclagem Constante e Realização de Simulados.

Medidas de proteção contra incêndios são aquelas destinadas a minimizar os danos decorrentes de um incêndio, limitando seu crescimento, sua propagação para outros ambientes e propiciando condições de combate às chamas, sua extinção ou até sua autoextinção. Essas medidas subdividem-se em medidas de proteção passiva e medidas de proteção ativa:

• Medidas de proteção passiva são aquelas associadas a aspectos construtivos intrínsecos à edificação ou aos processos nela contidos e compreendem: 

* Seleção de materiais e procedimentos de fabricação e instalação, incluindo, onde aplicável, atendimento aos afastamentos mínimos, barreiras corta-fogo e fumaça e/ou enclausuramento, selagens corta-fogo e outros. 

• Medidas de proteção ativa são aquelas acionadas somente por ocasião do incêndio e compreendem:

* Sistemas fixos de detecção, de alarme, de extinção com ação manual (extintores e hidrantes), de supressão com ação automática, registros, dampers corta-fogo e fumaça com acionamento eletromecânico e dispositivos de intertravamento para bloqueio de fontes de energia elétrica do sistema de condicionamento de ar e ventilação e das fontes de energia elétrica e combustível.

Ressalta-se que o preparo para resposta em situação de emergência através do efetivo treinamento contínuo (simulados) do plano de intervenção de incêndio e a prática do plano de abandono de uma edificação são certamente os grandes responsáveis por minimizar o número de vítimas na eventualidade de um sinistro.

Conforme pesquisa realizada pelo Nacional Institute of Standards and Technology – NIST (EUA), após entrevistar sobreviventes do processo de evacuação das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York (EUA), chegou-se à conclusão que as pessoas que sobreviveram a esse terrível incidente levaram em média 6 (seis) minutos para reagir e tomar a decisão de evacuar os edifícios. 

A maioria dos sobreviventes se sentiu “paralisada” nos primeiros minutos, sem saber o que fazer. Muitos arrumaram suas mesas, desligaram os computadores, pegaram o livro que estavam lendo e deram telefonemas, em vez de saírem rápida e instintivamente em direção às escadas de emergência (Moncada, 2005).

Por Hoje, é Só! Daremos Continuidade no Terceiro Post. Até Lá! Fiquem a Vontade para Curtir, Compartilhar, Twittar, Fazer Comentários ou Dar Sugestões.









Referências:
http://www.revistaemergencia.com.br/materias/cartilhas_manuais/politica_nacional_de_atencao_as_urgencias/Jyy4AQ

Construindo Comunidades Resilientes

Entendendo a Segurança Contra Incêndio em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde - Parte 1/5
A ocorrência de um incêndio em um Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS) coloca em risco a saúde de todos os seus ocupantes, em especial dos pacientes que se encontram fragilizados, tendo em vista as possíveis dificuldades de locomoção.

Este manual pretende transmitir os conceitos fundamentais sobre fogo, incêndio e suas consequências, bem como as soluções para minimizar o risco e as decorrências de um eventual incêndio, auxiliando na definição de parâmetros e requisitos de segurança sobre o tema.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), coordenadora do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), pretende, com esta publicação, fornecer orientações sobre prevenção e combate a incêndios em serviços de saúde.
Ao mesmo tempo, busca uniformizar as informações destinadas aos diversos usuários – projetistas, trabalhadores da saúde, pacientes, acompanhantes e autoridades sanitárias.
O manual foi elaborado por meio do Termo de Cooperação 64, firmado entre a Anvisa e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), com a contratação de especialista com notório conhecimento no tema, sob a organização e a supervisão técnica da Gerência-Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES/Anvisa).
Anexo ao manual há um check-list que o responsável pelo serviço de saúde poderá aplicar em sua instituição para aferir a situação atual no que diz respeito aos riscos de incêndio e às ações que podem ser tomadas para proteger a edificação, os equipamentos, e o maior de todos os bens – a vida humana.
Conforme dados divulgados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, verifica-se que ocorrem anualmente no Brasil mais de 267.000 incêndios.
São mais de 700 ocorrências por dia em todo o território nacional, custando a vida de cerca de 1.000 pessoas por ano, registrando um dos maiores índices de fatalidades por causas relacionadas a incêndios verificados em todo o mundo.
Por outro lado, de um total de 506.400 incêndios estruturais contabilizados a cada ano nos Estados Unidos da América (EUA), o montante de 6.240 incêndios ou 1,2% desse total são registrados em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS).
As ocorrências de incêndio em EAS nos Estados Unidos são responsáveis por 1,1% do número total de civis feridos (14.960), por 0,2% do número total de óbitos (2.810) e ainda por 0,5% do total de prejuízos (US$ 10,6 bilhões) registrados anualmente em incêndios estruturais (Ahrens, 2012).
Portanto, considerando os dados disponíveis no Brasil e estabelecendo-se um paralelo simplista com as estatísticas norte-americanas no tocante ao percentual de ocorrências em EAS, ou seja, 1,2% do total de ocorrências, pode-se considerar que os incêndios em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde no Brasil podem representar 3.200 ocorrências ao ano, ou cerca de 270 incêndios ao mês.
Ainda sobre os dados oficiais da SENASP citados anteriormente, acredita-se que deva ser considerado um número relevante de subnotificações, ou “princípios” de incêndio que não foram formalmente comunicados às autoridades responsáveis e, assim, não foram contabilizados nos dados apresentados, quer por terem sido debelados por brigadistas ou por terem se autoextinguido sem maiores consequências civis ou patrimoniais.
Os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde estão em constante transforma- ção em função de novos conhecimentos médicos e do desenvolvimento de novas tecnologias que acabam por modificar constantemente o desenvolvimento dos projetos e o ambiente construído.
A complexidade dos projetos dos EAS, em especial das edificações hospitalares, pode ser mais bem compreendida sob o enfoque do programa de necessidades combinado com parâmetros funcionais rigorosos, múltiplas redes de instalações prediais e a necessidade de flexibilidade construtiva para que possam incorporar essas novas tecnologias.
Portanto, além de se ter uma edificação em constante transformação espacial, ou seja, uma edificação constantemente “em obras”, tem-se que grande parte dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde comporta ainda equipamentos eletromédicos sofisticados que exigem instalações extremamente complexas, além de requerer também serviços específicos de hotelaria.
Esses fatores combinados, por si só, evidenciam um elevado risco de incêndio em edificações dessa natureza, que pode sim ser reduzido, se forem implementadas medidas de controle adequadas.
Cabe ressaltar que ao mesmo tempo em que as constantes intervenções fragilizam o sistema de segurança contra incêndio das edificações, quer seja pela elevação (momentânea) do risco em si, quer seja pelas “soluções técnicas provisórias” costumeiramente empregadas, representam também, constantes oportunidades para implementar ou ainda ampliar a segurança contra incêndio dos EAS.
Como marco inicial do processo de implementação de um sistema de segurança contra incêndio, deve-se definir claramente quais são os objetivos do Estabelecimento Assistencial de Saúde e quais são suas necessidades operacionais básicas.
Com esse entendimento, a equipe multidisciplinar envolvida no projeto ou ainda na operação desse EAS deve projetar ou atuar de forma consciente e assertiva na definição do risco de incêndio tolerável tanto de forma geral, quanto de forma específica para a edificação em questão.
Os níveis aceitáveis de risco, assim como o foco da análise de risco de incêndio para definição das medidas de segurança necessárias, devem estar baseados no seguinte tripé (Coté et al, 2002):
1) Segurança à vida;
2) Proteção do patrimônio; e
3) Continuidade dos negócios (operação do EAS).
Para tanto, inicialmente é necessário que os profissionais envolvidos no desenvolvimento dos projetos e na operação dessas edificações conheçam os parâmetros, os requisitos mínimos de segurança contra incêndio e as alternativas de solução disponíveis para que possam incorporá-las adequadamente desde a concepção inicial dos projetos, provendo soluções de arquitetura e de engenharia integradas, econômicas e eficazes.
Preponderantemente em estabelecimentos dessa natureza, há de se considerar que os problemas de saúde em si, bem como os problemas de mobilidade, podem dificultar drasticamente que grande parte dos pacientes consiga, sem auxílio, abandonar a edificação em caso de incêndio e, portanto, deve-se trabalhar incansavelmente na prevenção desse risco, no treinamento dos colaboradores e em equipar essas edificações com meios eficazes de resposta (ex.: medidas de proteção ativas) para a eventualidade da ocorrência de um incêndio (Ahrens, 2003).
Assim, todo sistema de segurança contra incêndio para Estabelecimentos Assistenciais de Saúde deve ser desenvolvido, adotando-se como condicionante fundamental que um significativo número de ocupantes pode estar confinado a macas ou camas, outros necessitam de cadeiras de rodas, enquanto poucos são capazes de se movimentar sozinhos, embora possam ter grandes dificuldades para tal.
Como visto nas diversas infraestruturas, sistemas e instalações de habitabilidade, os Estabelecimentos Assistenciais de Saúde apresentam desafios distintos no que tange à segurança contra incêndio e mais complexos que os percebidos nas demais ocupações.
Portanto, em razão das especificidades e do conhecimento técnico sobre os EAS, cabe aos profissionais do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária – SNVS a verificação das medidas de segurança contra incêndio adotadas para os novos projetos e a validação do funcionamento dessas medidas na operação dos EAS, não delegando a análise exclusivamente aos Corpos de Bombeiros locais.
Por fim, importante ressaltar que esse documento apresenta um apanhado de conceitos relevantes sobre segurança contra incêndio em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, mas é apenas teórico. Somente a prática das diversas medidas de segurança contra incêndio como um sistema único de segurança prepara efetivamente os ocupantes de um EAS para a resposta adequada em situações de emergência de incêndio.
Por Hoje, é Só! Vejo vocês no nosso segundo Artigo. Até lá! Fiquem a Vontade para Curtir, Compartilhar, Twittar, Fazer Comentários ou Dar Sugestões.

quarta-feira, 25 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

17 de março de 2013

2 Anos do Desastre de 17 de março.
Bom dia amigos. Hoje faz dois anos do desastre do dia 17 de março. 34 pessoas faleceram e dois amigos e leais soldados do governo deram suas vidas para salvar dezenas de pessoas naquela noite. É preciso lembrar de tantos outros audazes companheiros e voluntários anônimos que foram e continuam sendo verdadeiros herois. Graças a Deus e a coragem e solidariedade, muitas vidas foram salvas.
Deste episódio, surgiu um exemplo de determinação e resiliência, capaz de trazer um novo colorido ao cinza que tomou conta de todos nós. Falo do milagre de Deus, a sobrevivência do Ricardo Corrêa, que ficou 156 dias no Hospital, sendo 121 dias em coma no CTI. Qualquer um que passasse por tudo o que ele passou certamente JAMAIS voltaria a trabalhar na Defesa Civil. Mas eis que a vontade de ajudar e o sentimento de altruísmo foram tão grandes que o Ricardo retornou aos trabalhos na Defesa Civil e hoje é o maior exemplo de superação e resiliência da história da Defesa Civil.
Como Secretário e Coordenador daquela operação, tendo ao meu lado e apoiando todas as minhas ações o Prefeito e amigo Rubens, vivi intensamente cada momento, cada detalhe, cada emoção do combate.
Logo, quero aqui deixar o meu reconhecimento e admiração aos meus fiéis companheiros de longa jornada da Defesa Civil, que estiveram o tempo todo firmes ao meu lado, EM QUALQUER TEMPO EM QUALQUER HORA EM QUALQUER LUGAR, e a todos os amigos, guerreiros que lutaram conosco atuando, de uma forma ou de outra, no resgate e assistência às vitimas.
Às famílias das vítimas, nossos sinceros sentimentos, e aos pais, viúvas, filhos, parentes e amigos do Fernando e Beto, saibam que seus exemplos heróicos de coragem e doação jamais serão esquecidos.

domingo, 1 de março de 2015

Defesa Civil de Friburgo usará Sistema de Ocorrências de Petrópolis



Agentes da Secretaria de Defesa Civil de Nova Friburgo visitaram nesta semana a Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis para conhecer o sistema de registro de ocorrências do município. O modelo usado em Petrópolis será levado para Nova Friburgo, para que a Defesa Civil local possa dar uma resposta mais ágil às solicitações da população.
Criado em 2007, no segundo governo do prefeito Rubens Bomtempo, o sistema informatizado de registro de ocorrências da Defesa Civil de Petrópolis substituiu o registro manual. A mudança representou um avanço para a Defesa Civil, porque permitiu criação de base estatística, impressão de segunda via dos registros, o controle das ocorrências e a entrega de laudos com mais rapidez aos moradores – diminuindo de 15 para cinco dias, em média, desde a data da solicitação.
“O programa vai ser de grande importância, muito útil para nós. O nosso possui muitas falhas. Vamos adaptar esse modelo de Petrópolis para Nova Friburgo, o que vai nos ajudar a melhorar o atendimento à população e na tomada de decisões”, disse Kelly Amorim, gerente administrativa da Secretaria de Defesa Civil de Nova Friburgo, acompanhada pelo técnico em informática Gustavo Portugal.
O secretário de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis, Rafael Simão, lembrou o bom relacionamento que mantém com o secretário de Defesa Civil de Nova Friburgo, João Paulo Mori. “Com Nova Friburgo, a relação é muito positiva, até porque os dois municípios fazem parte da parceria com o Japão para a prevenção de desastres das chuvas. Defesa Civil é uma só, então há um sentimento de parceria entre os municípios, para que a população seja beneficiada. Dividimos os nossos avanços com as Defesas Civis de outras cidades, assim como também buscamos crescer com as experiências bem sucedidas delas”, disse o secretário Rafael Simão.
Desde 2013, a Defesa Civil de Petrópolis já recebeu agentes das Defesas Civis de outros municípios, como Magé (RJ), São José do Vale do Rio Preto (RJ) e Juiz de Fora (MG), que vieram conhecer a sede da Secretaria, criado pelo prefeito Rubens Bomtempo em 2013, e a experiência de Petrópolis na prevenção e na resposta a desastres das chuvas.
Fonte:http://petropolis.rj.gov.br/…/3112-defesa-civil-de-friburgo…

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

ESTÁGIO DE ATENÇÃO

O Estágio de Atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa a possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.
A Prefeitura recomenda que a população tome as seguintes ações preventivas:
- Permaneça ou procure um local seguro. Evite áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos;
- Verifique se há sinais de rachaduras em sua residência. Ao perceber trincas ou abalo na estrutura, acione a Defesa Civil pelo número 199 e evite ficar em casa;
- Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros. O acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento. As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil Municipal. Os locais são informados pelo número 199;
- Redobre atenção ao dirigir. Em caso de chuva, as pistas ficam escorregadias e podem conter bolsões d’água. Mantenha os faróis acesos;
- Em casos de ventos fortes e/ou chuvas com descargas elétricas, evite ficar próximo a árvores ou em áreas descampadas;
- Evite colocar o lixo nos pontos de coleta. A água da chuva pode levar o lixo a entupir bueiros e galerias;
- Fique atento às informações divulgadas pelos veículos de comunicação;
- Se necessário, use os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil) ou 1746 (Central de Atendimento da Prefeitura);
Mais informações sobre os estágios de monitoramento de chuva no site:http://www.sistema-alerta-rio.com.br/
Acompanhe notícias em tempo real em www.twitter.com/OperacoesRio

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Defesa Civil de Petrópolis Reúne Órgãos para Simular Respostas a Desastres


Defesa Civil reúne órgãos para simular respostas a um desastre das chuvas

Cerca de 30 órgãos estarão reunidos nesta terça-feira (9/12), a partir das 9h30, na Secretaria de Proteção e Defesa Civil, para debater o que fariam durante um desastre das chuvas na Estrada da Saudade. Este será o exercício simulado de mesa do Plano de Contingência de Petrópolis, documento apresentado pelo prefeito Rubens Bomtempo em dezembro de 2013 e que define o que cabe a cada órgão em um desastre natural. O prefeito Rubens Bomtempo também participará do simulado.
Durante o exercício, a Defesa Civil descreverá com detalhes cada evento de um desastre fictício, como: quantidade de chuva a cada momento; local e horário de cada deslizamento; informações passadas por moradores à Defesa Civil pelo telefone 199; entre outros dados. À medida que os eventos fictícios forem acontecendo, os representantes dos órgãos irão informar o que fariam e quais recursos materiais e humanos que disponibilizariam.
“Este é o momento para erramos. Com o simulado, saberemos qual resposta não foi adequada, o que cada órgão poderia fazer diferente durante um desastre”, disse o prefeito.
Desde agosto, a Defesa Civil realizou quatro reuniões preparatórias para o simulado com representantes de órgãos envolvidos na resposta a desastres das chuvas. São órgãos municipais, estaduais, federais, empresas privadas, ONGs e concessionárias de serviço público.







Agente da Defesa Civil de Petrópolis Ministra Curso em Minas Gerais

O Assessor de Prevenção de Preparação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Ricardo Corrêa, está neste fim de semana no município de Visconde do Rio Branco (MG), ministrando curso sobre prevenção e administração de desastres naturais.
Ricardo Corrêa, que também é instrutor da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, irá proferir palestra sobre a experiência de Petrópolis na prevenção e na resposta a desastres das chuvas.
O Curso é voltado para agentes da Defesa Civil da região, servidores municipais de Visconde do Rio Branco, Divinésia, Guidoval, Ubá e Guiricema, e para representantes das unidades militares da área.
O Convite partiu da Prefeitura de Visconde do Rio Branco. O objetivo do curso, que começou hoje (5/12) e será realizado até sexta-feira (7/12), é fortalecer a cultura da Defesa Civil na região.
Os Cinco Municípios São Atendidos por uma Unidade Estadual de Defesa Civil.
“Vamos levar a nossa experiência em Defesa Civil para esses municípios.
A Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis tem um conhecimento acumulado sobre prevenção e resposta a desastres naturais, então vamos dividir esse conhecimento com esses municípios, para que eles estejam mais preparados para reduzir os riscos de desastres naturais. Lá, o maior risco é de inundação”, disse Ricardo Corrêa.
O Secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, afirmou que, por determinação do prefeito Rubens Bomtempo, a secretaria vem fortalecendo parcerias com outros municípios em relação à prevenção de desastres das chuvas.
“Desde 2013, já recebemos grupos de órgãos municipais de Defesa Civil, que vieram conhecer a nossa Secretaria, como foi o caso de São José do Vale do Rio Preto e Magé.
Também estamos sempre em contato com outras Defesas Civis, buscando projetos que possam ser implantados em Petrópolis.
A ideia é Fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil, formado por todas as Defesas Civis do país.
Em uma situação de desastre, há sempre a colaboração entre municípios vizinhos. Então quem ganha com essas parcerias é a população”, disse Simão.
O Secretário ainda destacou a atuação de Ricardo Corrêa na Defesa Civil de Petrópolis.
Em março de 2013, ele foi atingido por um deslizamento no Quitandinha quando tentava convencer moradores a saírem de suas casas durante as fortes chuvas que caíam na região.
Após ficar soterrado por oito horas, Ricardo foi socorrido, ficou em coma e passou mais de quatro meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Mesmo após tudo o que aconteceu, Ricardo fez questão de voltar a trabalhar na Defesa Civil.
Ele é apaixonado por essa profissão e está sempre motivado em ajudar a salvar vidas”, disse Simão.
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 Estivemos com a Diretora de Meio Ambiente Gevânia Namorato, com alguns membros da Roer Petropolis, Amarildo e Carlos, Com o Sr. Ricardo Correa da Defesa Civil Nacional, membros ativos da defesa civil de petrópolis, Lucia e Patrick da sociedade civil e da empresa Grupo Donadoni, contamos ainda com o apoio da ( Prefeitura Municipal de Visconde do Rio Branco), demos inicio a uma parceria para promover a Defesa Civil e fortalecer nossa cidade para eventuais desastres, demos inicio ao um treinamento, onde buscamos aprender com os anjos e guerreiros das diversas entidades que lutaram pelas vidas de homens, mulheres e crianças, que morreram no maior desastre ocorrido na região serra do estado do Rio de Janeiro em 2011. Procuramos ajudar a desenvolver e acima de tudo zelar pelas vidas humanas de nossa cidade.
A fraqueza própria do ser humano, a clemência, a compaixão perante as desgraças e as adversidades do outro, a afabilidade e a benevolência são outras características que recebem o nome de humanidade
Seriam Fraqueza ? ou uma qualidade que nos mostra que somos capazes de mudar nossa história, ou força essa capaz de mover céus e montanhas pela vida de outros seres humanos o que motiva esse anjos guerreiros capazes de doar a própria vida em razão de uma outra vida desconhecida.
É o que podemos dizer somos irmãos, seres capazes de doar, amar e perdoar, é o que nos motiva a sempre seguir em frente mesmos que as diversidades seja insuperáveis






 Vista parcial da cidade de Visconde do Rio Branco mg